Flexibilização do trabalho: sintomas da crise Fernando Mattos Formato 14x21 cm, 270 páginas ISBN 978-85-391-0006-4 O presente livro reúne evidências, dados e estatísticas para demonstrar que o processo de flexibilização dos mercados de trabalho europeus, ocorridos desde pelo menos os anos 1980, não resultou em redução de taxas de desemprego, conforme era apregoado pelo receituário neoliberal de política econômica da época. A redução dos Direitos Sociais, a redução dos custos de contratação e de demissão da mão-de-obra e a adoção de medidas devotadas à desregulamentação dos mercados de trabalho promoveram, na verdade, maior concentração de renda, maior insegurança no Mundo do Trabalho e queda dos rendimentos reais auferidos pelos trabalhadores. O cenário político/ideológico que consolidou a remoção dos marcos regulatórios dos mercados financeiros, com os resultados hoje conhecidos. O livro de Fernando Mattos evidencia, portanto, uma crítica ao Capitalismo Desregulamentado que passou a vigorar a partir da contra-revolução liberal/anti-keynesiana que se consolidou como uma reação à Ordem Econômica e Social que havia sido construída no pós-II Guerra e que fora responsável por uma era de prosperidade econômica e melhoria do perfil de distribuição de renda na maior parte dos países. Sumário sintetizado Prefácio - Márcio Pochmann Capítulo 1 - Auge e declínio do contrato social definido no pós-guerra 1.1 Elementos explicativos da expansão econômica virtuosa dos anos dourados 1.2 Desgaste da ordem econômica internacional definida em Bretton Woods 1.3 A retomada da hegemonia americana 1.4 (Dês)ordem financeira internacional e seus efeitos sobre os mercados de trabalho 1.5 Impacto da ‘finança globalizada’ sobre o Welfare State Capítulo 2 - Emprego, desemprego e a questão da flexibilidade dos mercados de trabalho: os estados unidos servem como “modelo” a ser seguido? 2.1 Evolução do discurso pró-flexibilização dos mercados de trabalho 2.2 Flexibilização dos mercados de trabalho: elementos para um debate Capítulo 3 - Produtividade, emprego e desemprego: uma comparação do caso americano com os casos dos principais países europeus 3.1 Decomposição da taxa de desemprego no pós-guerra: fatores econômicos, demográficos e institucionais 3.2 Evolução do emprego, da produtividade do trabalho e da jornada de trabalho 3.3 Evolução da estrutura ocupacional nas décadas de 1980 e de 1990 3.4 Desemprego e subutilização do trabalho