Demônio Negro é um selo literário que concilia as artes do livro com um catálogo voltado para obras inéditas e para o resgate de autores que não fazem parte de cânones e que continuam com sua obra ocultada. Literatura, ensaio e poesia estampados em projetos que resgatam a tradição estética de mestres livreiros impressores aliada às formas modernas de manufatura e acabamento, dão complemento artístico às edições. Tiragens impressas sob demanda possibilitam aos títulos editados não se esgotarem. O livros são numerados e algumas séries, limitadas. Projetos gráficos diferenciados variam e uma mesma edição pode ter dois ou três acabamentos, que vão do uso de papéis especiais a montagens artesanais, viabilizando tanto a produção de títulos com custos acessíveis como a de títulos para colecionadores e amantes do livro.
Da literatura universal, o selo Demônio Negro traz ao leitor de língua portuguesa obras traduzidas de poetas e narradores inéditos e fundamentais ao panorama contemporâneo.
  Reportagem Folha de S. Paulo 03/10/2009
 
PEDRA DE SOL
Octavio Paz
Tradução Horácio Costa
86 páginas, R$ 45,00
Preço neste site R$ 35,00
 
PIEDRA DE SOL constitui um dos textos centrais da produção poética paziana. Escrito durante alguns meses no ano de 1957, no México, o texto revela um ambicioso projeto poético-estético de Octavio Paz, excepcionalmente bem-sucedido, fruto de sua maturidade como homem e como poeta.
À imagem e semelhança de um calendário – a gigantesca “Piedra de Sol”, estela-calendário da civilização asteca, um dos mais importantes monumentos que guarda o Museu de Antropologia da Cidade do México -, cuja ideia mesma pressupõe a repetição e cuja função é organizar num continuum mensurável pelo homem o devir temporal, o poema volta-se sobre si próprio e conjuga-se cíclica e infinitamente.

Octavio Paz Lozano, (1914-1998), nasceu e morreu na Cidade do México. Viveu a infância nos Estados Unidos, morou na Espanha, em Paris, onde testemunhou e viveu o movimento surrealista, e também no Japão e Índia, como diplomata. Entre suas obras destacam-se Libertad bajo palabra (1949), El Arco y la Lira (1956), Blanco (1967), El mono gramático (1974), La Otra Voz (1990). Traduziu Matsuo Basho e Fernando Pessoa. Recebeu o Nobel de Literatura de 1990.

 
 
 
99 POEMAS
Autor: Joan Brossa
Tradução Ronald Polito
196 páginas, R$ 50,00
Preço neste site R$ 40,00
ISBN 978-85-7419-994-8
 
A conspiração poética de Brossa denota sempre um estreita e potente relação entre informação (semântica) e experiência (lingüística): as entrelinhas, as entrepalavras são um fundamento e exercício político que o poeta exige de nós na “organização do sensível”. Ao mesmo tempo, como leitores, fazemos parte de um complô literário de releitura crítica do mundo (instâncias, valores, representações). De fato, desta poesia se desprende uma economia verbal e política que diz muito sobre o valor das coisas, e que debate seu intercâmbio simbólico. A poesia de Brossa, como exemplo de contraeconomia, vale pelo que diz e enuncia, singularmente, fora dos poderes fáticos e dos fluxos abstratos de nossa atribulada subjetividade contemporânea. (Adolfo Montejo Navas)

Joan Brossa nasceu em 19 de janeiro de 1919 e faleceu em 30 de dezembro de 1998, quase em 1999, com 79 anos de idade. Se não bastasse o acaso, Brossa faria 90 anos de idade no dia 19 de janeiro deste ano de 2009. É quase magia. São coisas que talvez só possam acontecer com Brossa. (Victor da Rosa)

 
 
 
O GUESA
Autor: Joaquim Sousândrade
Prefácio de Augusto de Campos
Capa-dura com impressão tipográfica sobre tecido alemão feita pelo editor
382 páginas, R$ 75,00
Preço neste site R$ 60,00
 
Esta edição especial de O Guesa recoloca em circulação o poema capital do autor maranhense Joaquim de Souza Andrade, Sousândrade (1832-1902), numa edição para colecionadores. Pela primeira vez, desde a última impressão inglesa no fim do séc. XIX, este livro é recomposto e impresso em edição não fac. similar, mantendo-se a ortografia da época, num projeto gráfico que recupera a estética oitocentista.
O Guesa é “poema exílio. Um deserto onde o poeta é um eterno errante, um estrangeiro em sua própria língua, onde a representação não é mais possível e o que resta é a fragmentação multidiomática, os urros, balbucios, cacofonias, choros, gritos e inversões. Um périplo de dissonâncias, de ruptura, de desvio, enfim, de combate com a língua dentro da própria língua”, afirma Ana Carolina Cernicchiaro, no Anuário de Literatura (Florianópolis, 2007)
 
 
 
REDUCHAMP
Augusto de Campos & Julio Plaza
70 páginas – R$40,00
Preço neste site R$ 30,00
ISBN: 978-85-7419-960-3
 
REDUCHAMP é um poema-ensaio, num livro-poema em que Augusto de Campos reinventa a crítica da arte. Ilustrado com iconogramas do artista e teórico Julio Plaza, os autores expõem em imagens e versos, pura prosa porosa, a poética de Marcel Duchamp.Lançado em 1976, numa edição dos autores, o livro é resultado de uma parceria das mais inovadoras e de fundamental importância para as artes gráficas e suas relações com a poesia no Brasil, que se iniciou com POEMÓBILES (1974, reeditado em 1985) e CAIXA PRETA (1975). Duchamp é um iniciador. Ele já estava lá, antes, profanando o que era considerado estético, transformando um gesto filosófico em obra de arte:
 
 
 
MALCRIADOS RECRIADOS
Malcriados recriados: sonetário sanitário
Autor: Glauco Mattoso
Formato 14x21 cm, 162 páginas, R$31,00
Preço neste site R$ 23,25
ISBN: 978-85-7419-952-8
 
No sexto volume da série “Mattosiana”, o autor inclui centenas de seus mais escatológicos sonetos, dentre os quais quarenta e um livremente traduzidos do fescenino poeta dialetal italiano Giuseppe Belli, porém mantendo o rigor métrico e rítmico. Desmistificando os tabus higiênicos e desafiando os limites da repugnância e da náusea, o “poeta da crueldade” questiona a hipocrisia humana, que, por trás das convenções do asseio e da assepsia, mascara as grandes mazelas da suposta civilização.
 
 
 
RAVENALAS
Horácio Costa
Impressão digital
Formato 16x23cm, 148 páginas, R$35,00
Preço neste site R$ 25,00
ISBN 978-859039339-9
 
Narratividade e reflexão sobre a história são duas tônicas pouco freqüentes na poesia brasileira contemporânea. São dominantes, porém, na obra de Horácio Costa — que, por conta disso, vem se constituindo numa voz singular da poesia atual.
Num autor complexo como Horácio Costa, no entanto, não há mímese direta da realidade (ou seja, ele não representa coisas e seres, mas os reapresenta numa nova ordem).
E aquilo que é opaco se oferece em enigma, por força de uma linguagem que vai passando quase instantaneamente do elegíaco para o escatológico, do erudito para o chulo.
Autor de poesias que dialogam com a tradição latino-americana do poema longo (presente nos versos caudalosos de "Poema Nímio"), Horácio Costa vai construindo uma mitologia particular, em que Caravaggio e Rimbaud rimam com Carmen Miranda e Rita Hayworth. (Manuel da Costa Pinto, colunista da Folha de S. Paulo)
 
 
 
CONTOS HEDIONDOS
Glauco Mattoso
Impressão digital
Formato 16x23cm, 96 páginas, R$30,00
Preço neste site R$ 20,00
ISBN 978-859039346-7
 
A POSSIBILIDADE DO CHOQUE : GLAUCO MATTOSO OBLITERA A BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA
Em parte do meio literário brasileiro, composto por ex-monges, freiras e futuros(as) virgens, um livro como Contos hediondos, de Glauco Mattoso, será visto como injurioso, apelativo, nojento, “geração 90” e infame. Mas a verdade é outra: levando-se em conta que existem basicamente dois tipos de literatura, a boa e a ruim, que importa não apenas o que é narrado, mas sobretudo como é narrado, e que a cretinice e o patrulhamento contra eventuais "desvios" são moedas correntes, o fato de que um livro como Contos hediondos venha à luz é digno de ser celebrado. (André de Leones, escritor, no Jornal do Brasil)
 
 
 
A MALDIÇÃO DO MAGO MARGINAL
Glauco Mattoso
Capa impressa em hotstamping sobre papel com fibra matálica (Japão)
Formato 14x21cm, 68 páginas, R$30,00
Preço neste site R$ 20,00
ISBN 859039328
 
GLAUCO MATTOSO É UM BANHO DE ÁGUA QUENTE NO LIRISMO DEFUNTO
O soneto, esse eldorado antigo com sua lógica e perfeição, por onde se aventuraram Dante Alighieri, Francesco Petrarca, Sá de Miranda, Shakespeare, Baudelaire, entre outros, é o terreno minado no qual o paulista Glauco Mattoso cultiva seu linguajar a jato.
Nestes tempos sem quase nenhuma poesia, o soneto ainda respira, graças à oxigenação que lhe deram alguns poetas. Como pedra no sapato da chatice crônica, no caldeirão do Mago Marginal, entre cobras e lagartos, uma poção trágica espanta o tédio. (Fabiano Calixto, poeta, O Estado de S. Paulo)
 
 
 
RESSURGÊNCIA ICAMIABA
Debora Goldemberg
Impressão Digital
Formato 16x23cm, 72 páginas, R$30,00
Preço neste site R$ 20,00
ISBN 978-859039348-1
 
Já pensaram para onde foram as icamiabas se, como dizem os caboclos, não foram mortas pelos colonizadores? Jamais derrotadas seriam guerreiras de tão grande coragem. Foram para o fundo do rio. Vivem até hoje no Rio Tocantins e pelo mundo a fora. Compõem uma nação original, mestiça de indígenas, brancos e cetáceos, uma utopia em floresta submersa.
(…) na liminaridade entre as fronteiras da Antropologia e da Literatura. As imagens tecidas por Deborah permitem antever uma experiência etnográfica a compor seu relato, como um desafio, uma motivação para pensar, um conhecimento que não se fecha – unita multiplex – que se abre a infinitos diálogos. (…) (Janirza Cavalcante da Rocha Lima, antropóloga)
 
 
 
HISTÓRIA IMPOSSÍVEL
Furio Lonza
Impressão digital
Formato 14x21cm, 64 páginas, R$ 30,00
Preço neste site R$ 20,00
ISBN 859039323
 
Uma novela do lendário colaborador da Chiclete com Banana, autor de quatorze livros, entre eles Eric com o pé na estrada, Máquina de fazer doidos e Como enlouquecer seu filho. História impossível é uma experiência textual de um dos escritores mais criativos e ácidos de nosso tempo, capaz de conceitos como este: “Ficou mais difícil criticar a realidade. Mesmo porque a rapidez com que ela se modifica criou um obstáculo intransponível. (O futuro foi ontem.) Tocar na realidade hoje é a mesma coisa que tentar determinar a posição exata de um elétron no átomo”. (Vanderley Mendonça, editor e tradutor)
 
 
 
CANCIONEIRO CARIOCA E BRASILEIRO
Autor: Glauco Mattoso
Formato 14x21cm, 210 páginas, R$ 39,00
ISBN 978-85-7419-891-0
 
No quinto volume da série "Mattosiana", o autor inclui quase quatrocentos sonetos dedicados à música popular brasileira, recapitulando gêneros populares e estilos individuais que fizeram história, desde o maxixe pré-radiofônico até o rock pós-tropicalista, num desfile paródico que vai do carnaval ao festival e do terreiro ao território.
 
 
 
A LETRA DA LEY
Autor: Glauco Mattoso
Formato 14x21cm, 144 páginas, R$ 25,00
ISBN 978-85-7419-854-5
 
Este volume, o quarto da série "Mattosiana", compreende dois ciclos de sonetos temáticos.
A primeira parte glosa as aplicações da chamada "lei de Murphy", tal como fora adaptada à cultura brasileira na famosa trilogia assinada por Millôr Fernandes, que se refere a Mattoso nestes termos: "Glauco, primoroso no que faz, irreverente a ponto de até a mim me chocar algumas vezes, dono de uma biografia definitivamente off-record -- marginal, homossexual e cego -- mas perfeita para consagração intelectual, me desfaz qualquer dúvida. Eu admiro!"
A segunda parte faz uma releitura da contracultura musical, verbetando os principais intérpretes e compositores do gênero mais anárquico e, ao mesmo tempo, mais comercial da história das artes: o rock.
 
 
 
AS MIL E UMA LÍNGUAS
Autor: Glauco Mattoso
Formato 14x21cm, 166 páginas, R$ 25,00
ISBN 978-85-7419-804-0
 
A série "Mattosiana" reorganiza a obra poética e ficcionista de Glauco Mattoso, publicando os sonetos e contos inéditos, em volumes temáticos, e reeditando, paulatinamente, os títulos esgotados.

Neste terceiro volume, Mattoso inclui quatro ciclos de sonetos dedicados à língua, e todas as acepções da palavra: idiomática, dialetal, coloquial, poética e culinária. Dois dos ciclos são cronológicos e comemoram tanto a rotineira agenda do cidadão comum quanto as históricas datas mortuárias de autores célebres.

 
 
 
A ARANHA PUNK
Autor: Glauco Mattoso
Formato 14x21cm, 111 páginas, R$ 20,00
ISBN 978-85-7419-766-1
 
A série "Mattosiana" reorganiza a obra poética e ficcionista de GM, publicando os sonetos e contos inéditos, em volumes temáticos, e reeditanto, paulatinamente, os títulos esgotados.

Neste segundo volume, Mattoso inclui quatro ciclos de sonetos, os dois primeiros dedicados, respectivamente, às espécies aracnídeas (ou equivalentes, em termos de fobia) e ao gênero punk, e os dois últimos introduzindo personagens humanos e humanóides, como a gorda e o rato, este em homenagem a Fernando Gonsales, criador do Níquel Náusea.

 
 
 
FACA CEGA
Autor: Glauco Mattoso
Formato 14x21cm, 120 páginas, R$ 20,00
ISBN 978-85-7419-735-7
 
Este volume registra quatro aventuras poéticas de Glauco Mattoso, duas delas em parceria com novos talentos de velhos gêneros, tais como Danilo Cymrot na décima e Leo Pinto no soneto. O ciclo que dá título ao livro compõe-se de dez sonetos e conta a história da vítima deficiente que se converte em herói superdotado, graças à credulidade do povo e à marginalidade que o cerca. O segundo ciclo narra uma saga mais extensa, composta de quarenta sonetos, adiante comentados. Os ciclos terceiro e quarto são pelejas de Glauco Mattoso, respectivamente com Cymrot e Pinto, nas quais o duelo entre mestre e discípulos serve de laboratório à experimentação temática e formal nesse tradicional pingue-pongue versificado: a “Peleja de Danilo Cymrot com Glauco Mattoso” (2005) e o“Epistolário escatológico de Leo Pinto” (2007) são resultado do diálogo internáutico que Mattoso manteve com dois de seus alunos numa oficina poética. Na “Peleja”, as décimas se pautam pela “deixa”, praxe popularizada pelos cordelistas e cantadores. Já o “Epistolário”, composto de sonetos, foge ao costume nordestino para remontar aos jogos barrocos e arcádicos, ainda que contextualizado na pós-modernidade.
 
 
 
DOZE
Contos – vários autores
Capa em cartão Holler impressa em flexografia; montagem manual
Formato 14x21cm, 96 páginas, R$30,00
ISBN 859039317
 
Doze contos inéditos em livro estampado para ser objeto de desejo que guarda o segredo dos tipógrafos e mostre ao leitor uma reunião de momentos sublimes na prosa e na poesia de cada um dos seus autores. (Vanderley Mendonça, editor e tradutor)
 
 
 
OITAVAS
Poesia – vários autores
Capa em cartão Holler impressa em flexografia; montagem manual
Formato 14x21cm, 108 págs, R$30,00
ISBN 859039318
 
Uma pequena coletânea que não representa nenhuma geração, movimento ou escola. Oito vozes poéticas oscilando de maneira sustentada, com características bem definidas. Vozes que já experimentaram o silêncio, como forma, como ilha ou como sinal, e neste livro propagam seus sons, que não são só sentido. (Vanderley Mendonça, editor e tradutor)
 
 
 
ACORDADOS
Ana Rüsche
Impresssão digital
Formato 14x21cm, 192 páginas, R$30,00
ISBN 978-859056322-9
 
O CALEIDOSCÓPIO DE VIDAS DA METRÓPOLE
Há algo de psicotrópico em Acordados, primeiro romance da poeta paulistana Ana Rüsche [1]. A sensação de miragem começa antes mesmo da leitura, quando, buscando pelo título, o leitor passa da imobilidade do corpo nu retratado na primeira capa, que lhe dá as costas enquanto contempla as luzes noturnas de uma metrópole, para o movimento desafiador na quarta capa, que revela o resto do corpo e facetas de um mesmo rosto num balanço perigoso.
(Marina Della Valle, Le Monde Diplomatique)
 
 
 
MINIMA IMMORALIA – DIRTY LIMMERIX
Luiz Roberto Guedes
Capa impressa em hotstamping sobre papel Pliko (Holanda)
Formato 14x21cm, 44 páginas, R$30,00
Preço neste site R$ 20,00

ISBN 859039329
 
COMER E LIMERICKAR, A QUESTÃO É COMEÇAR
“Will you come up to Limerick?” – Com este bordão eram convidados ao palco os anônimos improvisadores que nos antigos saraus populares espalharam pela Inglaterra a fama e a febre do limerick. O nome da cidade irlandesa, assim como o da ilha americana de Nantucket e outros topônimos pitorescos, tornou-se ingrediente obrigatório nesta fórmula sintética, hoje tão universal como o epigrama, o haicai ou a trova. (Glauco Mattoso, poeta)
 
 
 
SORTILÉGIO
Edson Cruz
Capa com impressão digital montada sobre cartão Holler
Formato 14x21cm, 92 páginas, R$30,00
ISBN 859039322
 
Sortilégio é um tipo de feitiçaria, ao qual se é seduzido por uma leitura entrançada de poesia que se “oriunta” dos esqueletos de uma língua que é a todo tempo explorada de encantamento e com maestria. Edson conduz o livro de maneira tal que por sobre magia, o leitor depara-se “Só” — o poema inaugural em que se garimpa as escrituras de dentro — no tempo passado, a ser construído até o “Devir”, ainda em elaboração, como em circunscrição poética de altíssima qualidade. (Beatriz Bajo, poeta)
 
 
 
PENA E PLUMA
Sónia Bettencourt
Português/espanhol
Capa com impressão digital montada sobre cartão Holler
Formato 14x21cm, 52 páginas, R$30,00
ISBN 859039321
 
No poemário em português da jovem poeta Sónia Bettencourt Vieira, latem sonhos e desejos, perguntas e emoções intensas que se debatem nos labirintos e nas incertezas e buscam a cumplicidade dos elementos da natureza, com os quais a autora se identifica. (ESCAPARATE - perso.wanadoo.es)
 
 
 
AS MULHERS GOZAM PELO OUVIDO
Sylvio Back
Capa impressa em hotstamping sobre papel com fibra matálica (Japão)
Formato 14x21cm, 80 páginas, R$30,00
ISBN 859039319-4
 
O QUE SE PASSA ANTES, DURANTE E DEPOIS
A estréia como poeta do então cineasta foi temporã, o que permitiu a Paulo Leminski, no prefácio em versos a O caderno erótico de Sylvio Back (1986), observar que esta "não era provável/mas era possível". No novo livro, o poeta desmonstra influências que combinam as formas sintéticas e minimalistas muito típicas daquele prefaciador; e ainda apreço pelas diretrizes da poesia práxis e, em casos mais raros, do concretismo. Ora fesceninos, ora alusivos, ora puramente pornográficos, os poemas de Sylvio Back dizem respeito ao encontro entre homem e mulher: alternam, em versão explícita, as cantigas d'amor e as cantigas d'amigo, nas quais os galanteios modulam gritos e sussurros quando na forma de diálogos (…) (Felipe Fortuna, JB Idéias & Livros)
 
 
 
O ELEMENTO SUBTERRÂNEO
Victor Del Franco
Capa com impressão digital montada sobre cartão Holler
Formato 14x21cm, 84 páginas, R$30,00
ISBN 859039325
 
VICTOR DEL FRANCO E A VIAGEM ENTRE O CÉU E A TERRA
Victor Del Franco transita através de uma construção simbólica inspirada em valores que, pelo menos no Ocidente, ganham as conotações sociais de místicos e religiosos.
Relacionadas em diversas tradições, desde as religiosas até os conceitos metafísicos, as formas esféricas são tomadas como símbolos do mundo espiritual, e as cúbicas, como símbolos da manifestação material. Entre elas, está o homem e a sua própria existência, construída entre o ser e o devir. Aludindo aos símbolos e suas conotações, Victor também os tematiza ao longo das páginas. (Antonio Vicente Seraphim Pietroforte, poeta e professor)
 
 
 
PROCESSIONÁRIAS
Luís Serguilha
Impressão digital
Formato 16x23cm, 66 páginas, R$30,00
Preço neste site R$ 20,00
ISBN 978-859039342-9
 
(...) a certa altura deste seu Processionárias, num entre parênteses e com um corpo de letra maior, uma espécie de grito que abre as linhas para um espaço vasto, que “(a energia interminável das aparências é irrefragável na natureza dos terraplenos da vacuidade)”. É a linha espiralada que monta o termo, como elemento e como fim, mas também como começo. Assim, processionárias, o termo, parece ter a ver com prossecução, com um ato e com um efeito de ir adiante, com um moto contínuo, com uma esfera cosmogônica, circular e colérica. E toda cólera é paradoxal, muitas vezes enquanto se move pode também não conseguir se mover, mesmo que se elabore para isso. (Manoel Ricardo de Lima, escritor e professor)
 
 
 
CORAÇÕES DE ALUGUEL
Márcio Américo
Impresssão offset
Formato 14x21cm, 152 páginas, R$30,00
ISBN 859039330
 
O LADO ESCURO DA CIDADE
A violência urbana se tornou um dos temas mais explorados na literatura brasileira das últimas décadas. Dezenas de autores começaram a produzir contos e romances onde a realidade respirava e transpirava sangue. Em seu novo livro, Corações de aluguel, Márcio Américo se junta a esse grupo. A diferença é que o escritor londrinense optou em abordar o tema da maneira menos usual: através do humor. Como em seu romance anterior Meninos de kichute, Márcio Américo ambienta Corações de aluguel totalmente em Londrina. A obra é uma espécie de romance policial narrado pela ótica de um criminoso sarcástico e irônico. Um sujeito chamado Beto que ganha a vida vendendo cocaína para estudantes universitários. (Marcos Losnak, poeta e tradutor, na Folha de Londrina)
 
 
 
CONTAS – MINIMETACONTOS
Roland Azeredo Campos
Impressão digital
Formato 21x30cm, 24 páginas, edição limitada e pedidos sob consulta
ISBN 859039336-4
 
DECIFRANDO ROLAND
Roland de Azeredo Campos, físico-matemático, vem-se dedicando já de algum tempo a explicar e explorar as relações entre a arte e as ciências modernas.
Este mesmo livro foi concebido e impresso com procedimentos de digitalização. Em termos literários, ele pertence à antitradição dos textos de alto teor icônico, pouco palmilhada entre nós — Décio Pignatari e Valêncio Xavier seriam os seus mais próximos antecessores, o primeiro ainda mais aparentado a ele pela intencionalidade das articulações semióticas e pelo domínio do idioma, que Roland maneja com destreza e concisão machadianas, inseminadas pelas inovações de Joyce e Guimarães Rosa. (Augusto de Campos, poeta e tradutor)
 
 
 
A MUSA CHAPADA
Ademir Assunção e Antonio V. S. Pietroforte
Impressão digital
Formato 16x23cm, 80 páginas, R$30,00
ISBN 978-859039343-6
 
DESCAMINHOS MESCLADOS AO COTIDIANO DA CIDADE
Os poemas de Ademir Assunção e Antonio Vicente Seraphim Pietroforte abrigam uma São Paulo de feições radicais e intragáveis – é um mundo de sexo, drogas, morte, prazer, alucinação. São descaminhos que se mesclam com a vida citadina. São trabalhos que remetem à geração beat. Ora líricos, ora irônicos, os poemas têm alto teor polissêmico, oferecendo ao leitor vários caminhos interpretativos. A musa desses poetas inspira um mundo pautado por elementos considerados nada saudáveis atualmente, os quais podem ser considerados como uma resistência a uma existência devotada tão-somente à capacidade de produzir e de consumir. O livro traz ilustrações de Carlos Carah. (Francisco Quinteiro Pires, O Estado de S. Paulo)
 
 
 
PALAVRA QUASE MURO
Antonio V. S. Pietroforte
Impressão digital em papel reciclado
Formato 14x21cm, 56 páginas, R$30,00
ISBN 978-859039335-6
 
“EU VI O CORDEIRO DE DEUS CHAPADO”
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte não é apenas um tarado mental (todo escritor é, em certo sentido). O que quero dizer é que sua poesia, “desejo explícito”, recusa divisões, cristãs ou platônicas, mente e corpo, universidade e rua, centauros e sonetos, Augusto de Campos e Roberto Piva, Cristo e Agni Tara, vedas e novenas. Como se num sex shop da sintaxe, Vicente corporifica sua busca – e esse é o ponto – sexualizando a linguagem, fuçando com a escrita os decotes de tudo, Teseu e Minotauro no espelho um do outro. (Marcelo Montenegro, poeta)
 
 
 
FOMES DE FORMAS
Poesia – vários autores
Impressão Digital
Formato 14x21cm, 112 páginas, R$30,00
ISBN 978-859039337-5
 
IT´S A MAN´S WORD
Universo que de certa forma se revela ao longo da leitura, em samplers e imagens: gols, balas, michês, tygres, quintal, cachaça, coturnos, beco, batucada, corvo, berimbau, travestis, nabokov, dj, blow job, cretinos, vampiros, pivetes, caboclos, bêbados, enxadristas, pôquer, buster keaton, taxistas. Imagens estas mescladas e metamorfoseadas na escrita dos oito autores entre sensações, temáticas, subjetividades e formas distintas. As Fomes de formas, título desta antologia, representam uma crise pós-moderna de um século maciçamente bombardeado pelas imagens. Como afinar a escrita e a forma nesta época intensamente visual? É preciso audácia, que não falta a estes oito autores, e instinto. Saber apostar bem, com inteligência e estratégia, como no jogo. (Virna Teixeira, poeta e tradutora)
 
 
 
CONCRETOS & DELIRANTES
Antonio V. S. Pietroforte
Impressão Digital
Formato 14x21cm, 48 páginas, R$30,00
ISBN 978-859039336-8
 
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte. Um sugamusas atrás do verso, que ele encontraça mesmo em suausência. Sexyência que só aprendensina quem apreende a sina.
E aqui, a pop-prosa é bailarina. Balé de leros, esgrima de rimas, este é um livrelivro replexo de faloácias, dedicantigas, concretitudes delirantes e deliramentos concretos. Um livrolivre de vivaias aplausíveis em que absinto declarasons de tesamores e protuberânsias de reverbos. Dupladose corpoética em livrovivo, que letrasua pelos paporos e falexala.
Abracadabra suas alas. Suas salas. Fale comele fala. Recebessa bala. (Marcelo Sahea, poeta)
 
 
 
LIVRO UNIVERSAL
Hector Hernández Montesinos
Tradução Virna Teixeira e Vanderley Mendonça
Impressão Digital
Formato 12,5x19cm, 116 páginas, R$30,00
ISBN 978-859039338-2
 
“Já disse, faria copy/paste do que fosse interessante, e além do mais este é de um amigo que estimo”, escreveu o poeta Raúl Zurita, sobre o livro Coma, de Héctor Hernández Montecinos, coletânea de vários outros livros e no qual contas este Livro universal. Ainda, segundo o grande poeta chileno conhecido por suas “interferências poéticas”, “esta não é uma obra individual, mas uma obra coletiva que representa a agonia de uma geração. É um buraco negro que succiona todos os textos que orbitam as proximidades do campo gravitacional do seu autor, tragando gêneros, disciplinas artísticas, campos textuais. Comas (palavra com duplo sentido, em espanhol, que significa coma e vírgula) morrem para que vivam as novas escrituras. (Vanderley Mendonça, editor e tradutor)
 
 
 
DESCONCERTOS
Claudinei Vieira
Impressão Digital
Formato 16x23cm, 92 páginas, R$30,00
ISBN 978-859039341-2
 
(…) os contos de Claudinei inventariam o cotidiano sul-americano neste fim de século marcado pela exclusão, o cotidiano mais pedestre e brasileiro no qual supostamente ninguém parece interessado. A começar dele próprio e de seus personagens. Assim é que com uma linguagem desprovida de emoção, uma linguagem fria — dos inventários, dos relatórios, onde não faltam cifras, números, estatísticas — o narrador se aproxima dos seus temas e personagens com um olhar paradoxalmente compassivo, humano, solidário, e este é o grande achado literário de Claudinei Vieira: a combinação da linguagem fria à visada quente, mixando imprevistamente objetividade e compaixão. Razão e sensibilidade. Pelas artes e manhas de uma poética extremamente original. (Márcia Denser, escritora)
 
 
 
SARABANDA
Ana Rüsche
Impressão digital
Formato 14x21cm, 64 páginas, R$30,00
Preço neste site R$ 20,00

ISBN 859039320
 
(…) Outro dia, falava com um amigo que certa poesia feita hoje em dia está bonita demais, mas de uma boniteza que enjoa, como se estivéssemos diante de um tanto de ovos de Fabergé. Claro que são bonitas, quem sou eu pra dizer o contrário? Mas falta-lhes um pouco de imperfeição, um pouco de acaso, um pouco de acidente. Sua poesia pode ser tachada de qualquer coisa, menos de ser artesanato (“meninas” fazem bordado, tricô, patchworking com palavras...). Não estou fazendo nenhum elogio ao confessional, ao espontâneo, à preguiça, de modo algum, apenas acredito que somos imperfeitos demais para buscar tanto equilíbrio e tanta harmonia; mestiços demais para procurar tanta pureza (…) (Paulo Ferraz, poeta)
 
 
 

NADA É MESQUINHO, O ESCAMBAU
Joan Salvat-Papasseit
Catalão/português
Tradução Ronald Polito e Josep Domènech Ponsatí
Impressão digital
Formato 16x23cm, 68 páginas, R$30,00
Preço neste site R$ 20,00

ISBN 978-859039347-4

 
No começo do Séc. XX, em Barcelona, uma geração de poetas, artistas gráficos e escritores criaram o Noucentisme, um movimento que protagonizou a vanguarda na Catalunha. Eco dos dados de Mallarmé, o Noucentisme recria em catalão inicialmente o que ia sucedendo em Paris, Milão, Madrid e Zurique (vale dizer, Futurismo/Marinetti, Dadaísmo/Tzara). Posteriormente, toma um rumo próprio, quando Joan Salvat-Papasseit se auto-intitula Poetavanguardistacatalá, tornando-se o primeiro a traduzir os Calligrammmes, de Apollinaire. Papasseit morreu com apenas 30, em 1924, de tuberculose. Um cometa que fez brilhar sua tragetória fulminante num ambiente que deu ao mundo nomes como Dali, Miró, Gaudi, só para citar alguns. (Vanderley Mendonça, editor e tradutor)
 
 
 
FEIRA DE RELÂMPAGOS
J. V. FOIX
Catalão/português
Tradução Ronald Polito e Josep Domènech Ponsatí
Impressão digital
Formato 16x23cm, 58 páginas, distribuição gratuita (acompanha o livro de Joan Salvat-Papasseit)
 
Josep Vicenç Foix, poeta central, ao lado de Salvat-Papasseit, da vanguarda catalã dos anos 1920. Nasceu em 1894 e morreu com 94 anos, em 1987, tendo sido presença constante na literatura catalã por mais de meio século.
Os poemas aqui traduzidos pertencem a seis livros de Foix, cobrindo o período que vai de 1927 (quando publica sua primeira obra) a 1960. Com formas tão diferentes, procuram apresentar sua diversidade criativa, que foi capaz de um diálogo fecundo e independente com diversas vanguardas – o cubismo, o futurismo, o dadaísmo e o surrealismo – de seu tempo. (Ronald Polito, poeta, tradutor e professor)
 
 
 
COR DA LÁPIDE
Isolde Bosak
Impressão digital
Formato 16x23cm, 72 páginas, R$30,00
ISBN 978-85903934X-X
 
“Há poesia de quem só escreve poesia. Há poesia de quem faz outras coisas (outras artes) e vê na escrita mais um elemento para arquitetar o móbile por onde cintilarão as pretensões inevitáveis de (sua) personalidade artística. Como leitor sei bem: há poemas que vêm colados na persona de seu criador”. (Paulo Scott, poeta e escritor)