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As armadilhas da flexibilidade

 

armadilhas_da_flexibilidade

As armadilhas da flexibilidade : trabalho e gênero no setor de tecnologia da informação

Bárbara Castro
Formato: 16x23 cm, 252 páginas
ISBN: 978-85-391-0816-9


Partindo da perspectiva teórica de que classe, gênero (contemplando a sexualidade) e raça são marcadores fundamentais para compreensão das relações de exploração e opressão organizadas no capitalismo flexível, este livro busca contribuir para o debate sociológico que se dedica a entender as transformações do trabalho.
Bárbara Castro oferece uma análise de um estrato de trabalhadores (vinculados ao complexo campo da Tecnologia da Informação) que se concentra em outra ponta da estrutura de remuneração. Ao apresentar suas trajetórias profissionais e pessoais no contexto da flexibilização das relações de trabalho, a autora aponta para a necessidade de se pensar sobre a heterogeneidade das experiências de flexibilidade e precariedade.


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"Pesquisa permite compreender como as experiências dessa forma de trabalho, que se desenvolve por projetos, são vividas por homens e mulheres"

Por Angela Araújo

 

Bárbara Castro procura compreender como os profissionais de TI vivenciam relações de trabalho flexíveis, em distintas formas de contratos, em grande medida, sem garantias trabalhistas. Adotando o Gênero como um componente essencial das relações de trabalho, a autora busca analisar as trajetórias profissionais e as percepções desses profissionais, homens e mulheres, sobre sua experiência de trabalho.

 

Partindo de uma metodologia tanto quantitativa quanto qualitativa, o que sem dúvida enrique a análise, a pesquisa traz uma contribuição importante para o conhecimento de como a flexibilização e a precarização das relações de trabalho atinge também trabalhadores altamente qualificados e muito requisitados em distintos setores da economia.

 

Além disso, a adoção da perspectiva de gênero permite à autora mostrar como a divisão sexual do trabalho ocorre entre esses profissionais, distribuindo as atividades entre homens e mulheres, de modo que essas, mesmo tendo a mesma formação e qualificações que seus colegas, desempenham frequentemente tarefas auxiliares e de menor remuneração.  Assim como permite compreender como a experiência dessa forma de trabalho, que se desenvolve por projetos, em longas e intensas jornadas e com alguma frequência em homeoffice, são vividas de modo distinto por homens e mulheres. Eles e elas têm também visões diferenciadas sobre as relações de emprego e trabalho nas quais estão envolvidos/as. Visões e experiências que se alteram conforme a etapa da vida em que se encontram. Assim gênero e etapas da vida, utilizados como marcadores de diferença interseccionados, iluminam aspectos das vivências desses/as profissionais, que de outro modo permaneceriam na sombra e nessa medida incorporam uma inovação nos estudos voltados para essa temática.

 
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