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A explosão do cibermundo PDF Imprimir E-mail
Escrito por bluana56   
Ter, 19 de Setembro de 2017 22:51

a_explosao_do_cibermundo

A explosão do cibermundo: velocidade, comunicação e (trans)política na civilização tecnológica atual
Eugênio Trivinho (organizador)
Formato: 16x23 cm, 330 páginas
ISBN: 978-85-391-0820-6

A explosão do cibermundo adentra os meandros da intensa aceleração do social nas últimas décadas, embasada na utilização de tecnologias digitais e redes interativas, em todos os domínios de atuação humana – uma condição histórica irreversível e transpolítica (para além da capacidade de administração e controle por parte das instâncias políticas legadas pelos séculos XVIII e XIX). A velocidade aí liberada arrasta, no limiar do suportável, todos os corpos e mentes, as interações em geral, enfim, o vivido. Objeto de desejo corrente, ela não somente fustiga decisões e ações, como também concede sentido à competência técnica e ao senso comum, na linha que vai da esfera do trabalho à do tempo livre e de lazer. A velocidade se tornou pressuposto fundamental da sensibilidade de mundo.

 

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Obra analisa como e por que, hoje, velocidade é, em (quase) tudo, comunicação, e vice-versa

Por Eugênio Trivinho

 

O norte coletivo desta obra é prever, necessariamente, a multifacetada função social-histórica da comunicação em tempo real (live ou streaming), sem prejuízo de reflexão sobre as formas de manifestação da comunicação não satelitizadas ou mediadas tecnologicamente. A expressão comunicação em tempo real coagula, do sintagma significante às possibilidades do significado, no núcleo principal de interesse que ensejou o projeto da coletânea, as relações imanentes entre a comunicação como processo social e a velocidade tecnológica, instantânea, em seu limite intransponível, subordinado à potência da luz.

 

Nesse recorte, o imaginário da obra, ao longo de seu desenvolvimento editorial, abarcou os modos pelos quais a velocidade se inocula e se expressa empiricamente nos processos sociais da comunicação, bem como quais traços da natureza relacional da comunicação se implicam na velocidade – em síntese precisa, como e por que, hoje, velocidade é, em (quase) tudo, comunicação, e vice-versa –; e, em plano mais aberto, apreender o papel fundante dos recursos técnicos e tecnológicos de velocidade no desenho das configurações macrossociais (de massa, interativas e híbridas) da comunicação e na definição das estruturas tecnomediáticas da cultura, com especial tônica para a fase social-histórica atual do capitalismo, a cibercultura, há cerca de quatro décadas inteiramente caracterizada pela robusta tendência de apropriação e utilização de media digitais e redes interativas por praticamente todas as categorias sociais, em escala nacional e internacional. Igualmente, cumpria reconhecer, no âmbito da construção do conhecimento, o que a velocidade como percepto matricial de abordagem tem a oferecer para o enriquecimento epistemológico e para a expansão cognitivo-interdisciplinar da teoria da comunicação como modelo explicativo (sempre disputativo com a sociologia) das condições históricas vigentes, incluindo especialmente a própria estrutura dinâmica do social.

 

Assim conjuminadas as senhas reflexivas basilares, entreviram-se ampliados (e totalmente disponíveis, à maneira renovada) os horizontes reflexivos e procedimentais destinados a apreender como tudo, a partir daí, se desdobra para (ou repercute em) searas intraconexas e mais reescalonadas, ao nível, por exemplo, da cultura e da moral prática, das relações com o Estado e com grupos sociais, da economia e do desenvolvimento tecnocientífico, e assim por diante.

Última atualização ( Sex, 22 de Setembro de 2017 21:57 )
 
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