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Geografia, turismo e patrimônio cultural

 

geografia_turismo_e_patrimonio


Do prefácio de Rita de Cássia Ariza da Cruz

 


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Geografia entrou no debate sobre patrimônio quando este conceito se ampliava
Por Tereza Paes


Interessante observar que a Geografia entrou no debate sobre o patrimônio no momento em que a própria noção de patrimônio cultural estendeu as suas tipologias e as suas escalas cronológica e espacial. Este fato, somado às diferentes expressões da mundialização da cultura e da globalização da economia, deram ao patrimônio cultural um novo e importante papel no planejamento do território, seja por meio das políticas de imagem do planejamento urbano ou na valorização de áreas naturais, ambas objetos de políticas e interesses econômicos mediados pelos órgãos de preservação locais, nacionais ou internacionais, como a própria UNESCO, sujeito fundamental na nova geopolítica dos patrimônios culturais.

A institucionalização do patrimônio também nos faz rever as nossas tradicionais categorias – territórios do patrimônio, lugar da identidade, paisagens culturais, para citar apenas algumas –, hoje já incorporadas ao processo de patrimonialização, assim como nos força a rever internamente as nossas fronteiras internas (geografia econômica, política, cultural, apenas para citar algumas), ou mesmo criar mais porosidade em nossas fronteiras disciplinares (história, arquitetura, sociologia, antropologia, entre outras).

Assim, o processo de patrimonialização se inscreve na trama do planejamento territorial e é orientado por finalidades que vão além da conservação do patrimônio cultural, como será observado nas contribuições dos artigos aqui presentes. Vale a pena frisar que as políticas públicas, os interesses econômicos e os conflitos sociais de representação situam as heranças do passado no contexto da produção do presente.
 
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