• banner_resistencias_sagradas_lanamento
  • bannerarturrozestra
  • banner_carla_cristina_trabalho
  • banner_andre_costa
Home
O relacionamento Brasil-EUA e a arquitetura moderna

 

o_relacionamento_brasil_eua_e_a_arquitetura_moderna

O relacionamento Brasil-Eua e a arquitetura moderna: experiências compartilhadas 1939-1959
Débora Lima
Formato: 16x23 cm, 234 páginas
ISBN: 978-85-391-0888-6

Investigando a produção da Arquitetura Moderna no período de 1939 a 1959, Débora Lima buscou amealhar atores sociais, livros, revistas e edifícios que pudessem mostrar um percurso compartilhado entre agentes que faziam arquitetura nos Estados Unidos e “seus” territórios – como Porto Rico –, e brasileiros que também atuaram na “terra do Tio Sam”.


Compre aqui


Um panorama interessante sobre um fluxo de relações que nossa historiografia demorou a notar

Por Fernando Atique

 

O trabalho traça um panorama interessante ao mostrar um fluxo de relações que nossa historiografia demorou a notar e só muito recentemente tem dado espaço para ser problematizado.

Para a autora, os marcos temporais importantes foram 1939 – ano em que o Brasil inaugurou um mítico pavilhão na Feira Internacional de Nova York, montada no Flushing Meadows – e 1959, ano em que ocorreu o Congresso Internacional de Críticos de Arte numa Brasília ainda em construção. Nesses vinte anos, cristalizou-se uma abordagem historiográfica canônica, que tomou a dupla Oscar Niemeyer e Lucio Costa como referenciais, os quais, curiosamente, estavam envolvidos tanto com o edifício de Nova York quanto com a nova cidade-capital brasileira. Débora Lima, percebeu, então, que havia espaço para problematizar tanto essa dupla de arquitetos, quanto os que ficaram “de fora” dessa produção historiográfica: Mies, Wright, Neutra, Vianna, Bratke, Artigas, Bardi, Matarazzo...

Composto por um texto de fácil leitura e por fotografias muito impactantes, grande parte da lente da própria autora que “peregrinou” por edifícios e lugares personagens de sua investigação, o livro merece atenção, pois contribui grandemente para a compreensão de relacionamentos não-fortuitos, antes, de grande impacto para a forma física da cidade e da arquitetura. Atrevo-me a apontar, ainda, que se trata de uma obra que auxilia na compreensão das estratégias historiográficas da Arquitetura Moderna no Brasil, que ainda dá passos tímidos em “discutir” suas relações com tantos outros lugares e personagens com quem flertou para além da Europa.

 
^ Top ^