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Sambas, batuques, vozerias e farsas públicas: o controle social sobre os escravos em Pernambuco no século XIX (1850/88)
Clarissa Nunes Maia
Formato 14x21cm, 142 páginas
ISBN 978-85-7419-838-5

Utilizando as posturas municipais, documentação policial e jornais de época, Clarissa Maia mostra como as autoridades do Recife – políticos, policiais e religiosos – tentaram ordenar a cidade e controlar a vida dos segmentos sociais tidos como os mais perigosos: os escravos e os livres pobres.

Ao longo do trabalho, entretanto, a autora evidencia como esta ordem foi apenas idealizada. Escravos, libertos e livres pobres conseguiam encontrar brechas para a construção de solidariedades e identidades nas suas festas, autos do boi, casas de batuque, bandas de música e tavernas. Apesar das inúmeras proibições, a população negra e pobre renovava antigas tradições culturais, e as transformava nas novas identidades da própria cidade, como o frevo e o maracatu.

Sumário sintetizado

Prefácio Martha Abreu

Capítulo 1 Pernambuco na segunda metade do século XIX
Os homens livres pobres
A cidade do Recife

Capítulo 2 O escravo nas posturas municipais de Pernambuco
As fugas para a cidade e o abrandamento das penas para os escravos
A idealização do cotidiano

Capítulo 3 Posturas municipais: a realidade do cotidiano
Os ajuntamentos
Em torno das bandas de música
As farsas públicas

 
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