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Crise no castelo da cultura – Das estrelas para as telas
Moisés de Lemos Martins
Formato 14x21 cm, 272 páginas
ISBN 978-85-391-0262-4

“Este ensaio sobre a crise da cultura situa-se precisamente neste movimento de translação da cultura ocidental, da palavra para o número, do logos para o ícon, da ideia para a emoção, do uno para o múltiplo, enfim, das estrelas para as telas. (...) Podemos dizer, com efeito, que a primeira palavra deste ensaio é o fluxo, sendo a última a informação, que também é fluxo. É na passagem de um pensamento preso da individualização, que é substancialista, a um pensamento agilizado pelo fluxo da individuação, cuja natureza é tensional, que situo este ensaio sobre a crise da cultura. A história do Ocidente tem sido, sobretudo, pensamento substancialista. Sujeito à lógica da identidade, estabilidade e autonomia, o pensamento substancialista valoriza aquilo que na história aparece finalizado em coisa ou estado de coisa, assenta no paradigma da visão e tem um registro epistemológico. Por sua vez, o pensamento da individuação inscreve-se na lógica da diferença e valoriza aquilo que na história aparece de um modo não finalizado. Funciona num registro ontológico e assenta no paradigma do fluxo, em que consistem a vivência, a informação, o movimento e o processo, e no paradigma da audição, que é som, ressonância, vibração, modulação, ritmo, cadência, relação, tensão, duração e memória.”

Moisés de L. Martins

 
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