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Código do Produto: 14x21
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Economia de R$ 0,00
 

Nem do morro, nem da cidade: samba e indústria cultural (1920/45)
José Adriano Fenerick
Formato 14x21cm, 281 páginas
ISBN: 85-7419-520-0

"Leve e densa, oscilando entre a diversão e a tensão - elementos dados pela própria linguagem do samba -, esta análise, que se fez em meio a notas musicais, rimas e refrãos, traduz o embate entre o tradicional e o moderno, entre a "cidade civilizada" da avenida Rio Branco e a "Pequena África" encravada na ondulação dos morros; entre o sambista "bem comportado" e bem trajado a "redimir" o samba e o sambista "marginal", de chinelos e camiseta, imagem da favela, da negritude e da malandragem, síntese de seu "desprestígio".
Numerosas porque necessárias, as aspas são reveladoras de que nos bastidores do samba travava-se uma árdua luta, sem choro nem vela, por reconhecimento social e valorização comercial da música que era entendida como símbolo da brasilidade. Esse processo, de construção ideológica do samba como ritmo nacional, acabaria deixando a praça, o terreiro e os malandros para trás. O samba perdia a humildade, penetrava no Municipal, transpunha as fronteiras nacionais, como lembra a inspirada parceria de Cartola e Carlos Cachaça."

Da apresentação de Esmeralda B. B. de Moura
 
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