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Platão e as temporalidades

 

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Platão e as temporalidades: a questão metodológica
Hector Benoit
Formato: 14x21 cm, 210 páginas
ISBN: 978-85-391-0699-8

 

Obra apresenta a teoria do autor sobre a articulação da temporalidade da léxis, isto é, da ordem dramática dos diálogos, como as outras temporalidades que marcam o corpus platônico: a temporalidade da nóesis (a ação de pensar), a da gênesis (o contexto histórico), e a temporalidade da poíesis (o ato de produzir os diálogos).

 

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Uma crítica penetrante e lúcida às diversas tendências em história da filosofia

Por Arley Moreno (Professor Titular do Departamento de Filosofia da Unicamp)

 

A ideia deste método é, na verdade, muito simples – e, como frequentemente ocorre, a simplicidade nem sempre é o caminho mais fácil de ser trilhado por ser mais difícil de ser percebido. É incômodo notar o aspecto mais simples de uma situação devido, sobretudo, aos hábitos que desenvolvemos para justificar o que vemos. É como se a justificação, por vezes, encobrisse o olhar, desviando-o para outras paragens. A ideia central do método imanentista de Benoit consiste apenas em levar a sério a ordem material de exposição dos textos – a ordem da lexis – para nela colher as informações do autor a respeito de seu pensamento e de como situa a sua obra. Assim, o ponto importante para o método é salientar as ligações internas, de sentido, entre a exposição linguística, ou a ordem da lexis, a construção dessa ordem pelo autor, ou a ordem da póiesis, a organização e evolução de suas próprias ideias, ou a ordem da nóiesis e, finalmente, quando for o caso, as circunstâncias em que os textos surgiram, ou a ordem da génesis dos textos. Ao salientar a natureza interna das relações entre as diversas etapas de elaboração de uma obra simbólica, o método imanentista está descartando qualquer elemento externo – empírico e causal – ao objeto simbólico e ao pensamento do autor. Preserva, assim, a relação de sentido entre pensamento e obra, na leitura e interpretação dos textos.

 

Eis uma crítica penetrante e lúcida às diversas tendências em história da filosofia, tais como o historicismo, o sociologismo, o biografismo e, mesmo, o estruturalismo – cada uma, à sua maneira, fazendo intervir elementos exógenos aos textos e aplicando-os como critérios para a leitura e para a interpretação do pensamento do autor. De fato, basta um pequeno exercício de atenção à ordem da lexis para constatarmos várias informações importantes que colidem, frontalmente, com as interpretações tradicionais da obra de Platão, como nos mostra Benoit. Primeiro, a autoria dos Diálogos, segundo, a doutrina defendida pelo suposto autor e, terceiro, a organização dos Diálogos.

 
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