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Sóbrios, firmes e convictos: uma etnocartografia dos straightedges em São Paulo
João Batista de Menezes Bittencourt  
Formato: 14x21 cm, 292 páginas
ISBN: 978-85-391-0689-9

Olivro que o leitor tem em mãos é uma verdadeira imersão
no universo do grupo straightedges de São Paulo. Trata-se de
uma etnocartografia das práticas adotadas e difundidas por
esses jovens que ganharam destaque no cenário musical punk/hardcore
brasileiro por adotarem um estilo de vida pautado na abstinência de
drogas, lícitas e ilícitas, como também por defenderem uma dieta
vegetariana.
É curioso como esse grupo visto com certo pré-conceito pela sociedade
e por outros grupos de jovens – já que uma evidente rebeldia convive
com elementos arcaicos e conservadores que, aliás, é típico das chamadas
tribos pós modernas como tão bem apontou Maffesoli – ganha
na percepção de João Bittencourt, um colorido diverso. Para tanto a
união de duas tradições metodológicas – a etnografia e a cartografia
– permitiu ao pesquisador uma nova perspectiva, pois se a etnografia
abre a possibilidade de aproximação do grupo estudado para obter uma
melhor compreensão de suas práticas, a cartografia ajuda o pesquisador
a compreender os movimentos do desejo, a apontar linhas de força, as
intensidades e os afetos que compõem as distintas formações subjetivas.
São essas linhas de força (molar, molecular e de fuga) que engendram
cartografias menos ou mais territorializadas – tanto do grupo estudado,
os straitghtedges, como a do próprio pesquisador. Com a utilização desse
método, foi possível obter uma leitura diferenciada do estilo de vida
straitghtedge e das práticas que o compõem, percebendo esse fenômeno
como resultado do embate entre fluxo e representação. Essa junção metodológica
permitiu ainda, ao autor, apreender as mudanças no plano
molecular provenientes dos processos de subjetivação e dessubjetivação.
Vale dizer, não lhe escapou aquilo que está em constante movimento,
o que escapa às representações, o que não se fixa com facilidade.
Amnéris Ângela Maroni
 
 
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