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Não há cura sem anúncio: ciência, medicina e propaganda (São Paulo,1930-1939)
Gabriel Kenzo Rodrigues
Formato: 16x23cm, 205 páginas
ISBN: 978-85-391-0826-8

A partir das transformações de São Paulo na primeira metade do século XX, Gabriel Kenzo investiga uma esfera pouco explorada na história da ciência: como o modelo científico que se pretende hegemônico opera para se firmar no cotidiano da sociedade, utilizando elementos prosaicos para estabelecer uma comunicação com os seus receptores. Sua análise se dá pelos anúncios farmacêuticos, presentes em grande quantidade nos periódicos da época.
Os anúncios mostram visões daquela sociedade sobre o corpo doente não registradas pelos documentos oficiais – tratados médicos, laudos, diagnósticos, etc. O corpo doente aparece, então, em sua dimensão social: o trabalhador impossibilitado de produzir, o sifilítico que não pode se casar, a mulher que não consegue um marido por conta de questões estéticas, etc. Estes elementos são habilmente manipulados pelas agências publicitárias que, ao buscar aumentar o lucro dos laboratórios contratantes, acabam criando igualmente um espaço de disputa de representações e modelos de cura.
 
 
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