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Rousseau: a degeneração do homem no progresso civilizatório
José Meramolim Santos
Formato: 14 x 21 cm, 178 páginas
ISBN: 978-85-391-0752-0

Este livro trata de um tema caro aos filósofos políticos modernos: o surgimento da sociedade como produto humano, e não natural como pensavam os antigos, nem divino conforme crença medieval. Este detalhe é muito importante: o homem não pode lutar contra, nem mudar o que foi estabelecido pela Natureza ou por Deus; mas pode fazer isto com tudo que é produção humana. Nada é eterno, nada é intocável. A ideia básica bem conhecida é que o homem passou de um estado natural (“sans foi, sans roi, sans loi”) para um estado civil. Este processo, no caso de Rousseau, foi mal conduzido, levando o homem a perder dois bens preciosos: a liberdade e a igualdade. Termos cujo entendimento é de explicação difícil, tanto que existem várias concepções filosóficas, algumas até opostas.

O trabalho de José Meramolim Santos explora bem esta situação, cuja responsabilidade é inteiramente do homem: antissocial e bom por natureza, caiu na armadilha daqueles que se aproveitaram da sua ingenuidade, para justificar a posse de uma propriedade privada e depois o trabalho subordinado. E assim se cria o homem social, porém eternamente dividido entre natureza e sociedade, sofrendo com esta cisão interna, que o faz viver de aparências e da opinião do “outro”. Sem se concentrar sobre a solução teórica rousseauniana, Meramolim preferiu destacar o retrato psicológico e antropológico feito por Rousseau: esta atenção à problemática humana e aos seus sentimentos contraditórios faz do escritor genebrino algo totalmente original e instigante, dentro do panorama iluminista preocupado mais com a exaltação da razão.
Antonio Ruzza

José Meramolim Santos, professor universitário, músico e compositor, é mestre em Filosofia (Epistemologia da Política e do Direito) pela Universidade São Judas. No campo da Filosofia, identifica-se com o existencialismo humano.
 
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